A cada eleição que passa é mais comum ver os políticos processarem a imprensa por divulgar aquilo que eles não querem que se torne público. O Jornal Sem Censura, por fazer seu trabalho de investigar e denunciar o que percebe de errado, tem sido alvo de ações desse tipo de político que quer varrer as sujeiras para debaixo do tapete, iludindo a população até que possa se eleger.

Um dos casos foi da coligação do candidato Volnei Morastoni (PMDB), que acionou a Justiça alegando que o jornal estava fazendo propaganda eleitoral negativa contra seu candidato, em razão da matéria de capa da edição 146, que trazia informações sobre os gastos de diárias do ex-deputado Volnei. A decisão do Juiz Eleitoral da 16ª Zona Eleitoral foi a favor do Jornal.capa146

Na sentença, o juiz cita parecer do Promotor de Justiça Eleitoral, que argumenta: “A divulgação de opinião jornalística […] não pode ser tida como caluniosa ou difamatória ao mesmo e a Coligação ora representante, não restando infração à legislação eleitoral pertinente”.

Outra ação foi movida contra o ex-colunista do jornal, João José Martins, pelo candidato Volnei Morastoni e por seu partido, o PMDB. A ação se tratava da divulgação de conteúdo em vídeo pelo aplicativo WhatsApp. Volnei e o PMDB perderam esta ação em primeira instância, recorreram e perderam novamente.

A mais recente ação judicial contra o Sem Censura foi proposta pelo candidato Artur de Jesus, vice de João Paulo, que se sentiu prejudicado pela capa da edição 147, que falava sobre o patrimônio dos candidatos e dava destaque a uma casa declarada com valor de apenas R$300. Artur tentava garantir judicialmente o direito de resposta para as declarações.

extrato de parecer
Promotoria ainda deu um “puxão de orelha” no candidato.

Se tivesse entrado em contato com nossa equipe de redação pelo email redacao@jornalsemcensura.com.br teria sua versão divulgada sem problema algum, como qualquer outro envolvido em matérias publicadas por este veículo de imprensa. Mas Artur preferiu mover uma ação judicial para perder. Na sentença proferida pelo Juiz Eleitoral no último dia 5 de setembro, este explica que “carece de fundamentação jurídica o pleito em apreço”.

capa147

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