O frentão vem aí e o bicho vai pegar (Artigo)

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Ô, le, le. Ô, lá, lá. O frentão vem aí e o bicho vai pegar.

Parece que acordei ouvindo isso no domingo pela manhã logo que saí da cama às 5h30. Na verdade foi o que ficou reverberando na minha cabeça desde que vi o debate dos candidatos a prefeito de Itajaí na RIC. Não que eu tenha ficado surpreso com o tom amistoso entre o Volnei e o João, já que ambos representam um projeto político muito similar quando consideramos as forças que os impulsionam. O que realmente me fez ficar surpreso foi a agressividade do João com a sua amiga Anna. Parecia até que ele estava desconfortável em fazer esse papel, como se tivesse sido imbuído de uma missão dolorosa e aceitou como bom soldado do partido. Afinal, João é filiado ao partido do Jandir há uns 20 anos. Mas o que dizer da técnica do frentão?

É uma prática muito comum nas linhas do movimento estudantil. Quando uma chapa percebe que não tem chance, começa a dedicar seus esforços a ajudar a garantir que seus maiores opositores não cheguem à vitória. No caso do pleito pela Prefeitura de Itajaí, o maior opositor do governo, sem dúvida alguma, é a Anna Carolina. Dizem até que o Zanelato já afirmou com todas as letras que o único inimigo é ela. Agora o que vai acontecer é uma guerra de forças que tem de um lado a situação (João + Volnei) e de outro a oposição (Anna), que, como num jogo de xadrez precisarão mexer suas peças com estratégia para conseguir seu objetivo de comandar o Poder Executivo Municipal.

Vai ser uma campanha rápida, com pouco dinheiro – pelo que se imagina -, com grande influência da internet e muita agressividade na reta final, principalmente do João pra cima da Anna, tentando liberar o Volnei da sua tradicional pecha de carrancudo e brigão e tentando aumentar a pequena rejeição da Anna Carolina. Se vocês, assim como eu, acreditam no pragmatismo da política, podem esperar um João Paulo cada dia mais hostil com a candidata do PSDB. Mas lembrem-se que as eleições passam e as amizades ficam, ou não. Tudo vai depender do tamanho das porradas que cada um está disposto a dar e quanta resiliência alguns têm para levar e levantar.

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