Os desafios dos novos prefeitos

0
100

Os prefeitos da nossa região têm novos desafios a enfrentar nos próximos anos. O modelo de gestão adotado pelos governos anteriores gerou impactos negativos do ponto de vista orçamentário-financeiro, bem como comprometeu a própria gestão da coisa pública. Um problema provocado em grande parte, pela ausência de gestão, interferências político-partidárias, aparelhamento das instituições com militantes, atos de corrupção e falta de planejamento e definição de prioridades.

O desafio desses novos governos é estabelecer estratégias de desenvolvimento e condução sustentável dos negócios públicos, implantando ações de curto, médio e longo prazos integradas, numa abordagem sistêmica e planejada e capazes de resolver os vários problemas enfrentados pela cidades, como mobilidade urbana, saúde, meio ambiente, habitação etc.

Desta forma, é necessário criar uma verdadeira agenda pública, comprometida em assegurar um futuro melhor para as cidades. Essas cidades tem que estar voltadas para o desenvolvimento sustentável, promovendo assim, cidades mais humanas, com respeito ao meio ambiente e às instituições.

A gestão pública municipal requer o desenvolvimento de ações baseadas na eficiência, no comprometimento com a coisa pública, para que possa dar respostas efetivas diante da complexidade da administração pública municipal.

Para garantir a qualidade na prestação de serviços públicos é preciso investir na capacitação e no aperfeiçoamento de servidores e gestores, criar condições de trabalho, criar critérios para seleção de cargos de direção, chefia e assessoramento, evitando que interesses político-partidários sejam os únicos critérios estabelecidos para esta escolha, como acontece a cada mudança de governo, cortar privilégios, definir uma agenda de prioridades, fazer planejamento, combater a praga do clientelismo e do patrimonialismo, bem como a interferência privada nos negócios públicos.

É preciso utilizar ferramentas gerenciais com foco no resultado, implementar o planejamento estratégico, como forma de qualificar a gestão em todas as pastas desses governos, bem como a criação de espaços que estimulem a participação da comunidade e desenvolver um verdadeiro accountability político e institucional.

Nesta ótica, os novos governos necessitam aplicar as práticas de governança, entretanto, essa estratégia somente será alcançada se os prefeitos e sua equipe forem realmente comprometidos com a coisa pública.

Ter gestores em cada pasta com competências gerenciais, conhecimento da gestão pública e preparados para lidar com os diversos desafios ao longo dos anos de governo que virão pela frente, e que não serão nada fáceis para as cidades da região, é uma meta a ser alcançada.

Como cidadãos, temos a obrigação de acompanhar e vigiar esses governos e cobrar eficiência das nossas instituições. Neste sentindo, o controle social sobre os governos é o meio mais eficaz de garantirmos nossos direitos.

* O autor é Cientista Político e palestrante em gestão pública.

DEIXE UMA RESPOSTA