A semana começou movimentada na região. Greve no transporte coletivo de Itajaí, operação policial envolvendo políticos em Balneário Camboriú, além do grave estado de saúde do prefeito de Navegantes. Os assuntos preocupantes mudam e se atualizam a cada minuto, mas um que sempre será constante é o relacionado ao Hospital Marieta.

Esta semana esteve em Itajaí o Deputado Federal Marco Tebaldi (PSDB) garantindo através de emenda parlamentar o valor de R$ 500 mil ao Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen.

Nos dias de hoje o valor passa longe de ser irrisório, mas sabe-se que a realidade financeira do Hospital é tão crítica, que a quantia rapidamente se dissolve perante tantos problemas.

O Hospital Marieta vem lutando bravamente para manter suas portas abertas e dar um mínimo de tratamento aos pacientes mesmo sendo o hospital regional que menos recebe repasse financeiro do governo do estado.

Dentre tantos desafios, está a compra de mais um aparelho de angiografia que é utilizado para visualizar a parede das artérias e localizar entupimentos. Os dois aparelhos que o Hospital utiliza já ultrapassaram a vida útil e possuem manutenção caríssima (última custou cerca de 300 mil), não podendo se dar ao luxo de ficar sem o aparelho, que avalia cerca de 300 pacientes por mês. Outro agravante é o centro cirúrgico que há tempos tem sido o motivo que levou os representantes do hospital apelarem junto aos políticos e a sociedade por ajuda financeira. Para se fazer uma reforma simples e de qualidade, o custo alcançará 3 milhões de reais.

Se a pergunta for se 500 mil vindo de apenas um deputado federal ajuda, a resposta é: muito. Mas Santa Catarina tem outros quinze deputados federais que poderiam lembrar que nunca é demais investir em saúde. Que o Hospital Marieta atende indistintamente todos os cidadãos da região e que cada um deles foi eleito para olhar por todos os catarinenses, indiferente o reduto eleitoral.

Outros problemas virão e se resolverão, enquanto o hospital Marieta estará lá, como há anos, sobrevivendo diariamente com esse problema crônico, que de tão conhecido, infelizmente passou a ser ignorado, como um morador de rua, vivendo de migalhas e despercebido perante a multidão. Essa é a realidade triste e atual e é nossa obrigação não ser omisso e trabalhar para mudar esse quadro.

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