Volnei não achou pessoas competentes entre suas lideranças e prestigia oposição

Itajaí – A semana política começou agitada em Itajaí. O vereador do PSDB Dedé da Murta, filiado ao único partido que declarou oficialmente ser oposição ao governo de Volnei Morastoni (PMDB), resolveu dar às costas a sua sigla partidária e assumir a secretaria de obras. A decisão de Dedé causou revolta não apenas aos militantes tucanos, mas também a pessoas ligadas aos partidos que apoiaram a chapa de Volnei e que não tiveram a oportunidade de assumir funções dentro do governo.

Assim que a notícia da posse foi divulgada pela assessoria de comunicação da prefeitura, o presidente do PSDB em Itajaí, Cícero Zucco, lançou uma nota informando que o partido sequer havia sido consultado e nem mesmo comunicado da decisão. “Portanto trata-se de decisão pessoal do parlamentar que não reflete o apoio do PSDB ao atual governo”, escreveu Zucco. Ontem à noite a comissão provisória do partido se reuniu para definir os novos rumos depois da escolha do vereador Dedé. Até o fechamento desta edição a reunião não havia finalizada.

Esta não foi a primeira vez que Dedé protagonizou o papelão de político traidor da militância. Em 2012, com o apoio do PP, Dedé foi eleito pela primeira vez com 2.791 votos. Três anos mais tarde, alegando não ser aceito na executiva do partido, Dedé abandonou o PP e foi acolhido no PSDB.

Em 2016, depois de ter migrado de partido, Dedé fez quase mil votos a menos. Foi eleito para o segundo mandato com 1.809 votos e só entrou com a ajuda dos votos da legenda tucana. Ironicamente, ao ser convidado para fazer parte da executiva e estar à frente do partido, Dedé se recusou e nem mesmo participava das reuniões. “Lamento a falta de diálogo e compromisso do vereador com o partido, após a eleição foram mais de dez tentativas de reuniões com o mesmo, sem qualquer sucesso”, diz o texto assinado por Cícero Zucco.

Nas redes sociais enquanto pessoas ligadas a Dedé defendiam sua infidelidade partidária, outros questionavam a falta de decência do parlamentar que não honra os princípios do seu grupo político e utiliza as siglas partidárias apenas para alcançar seus objetivos pessoais.

Mas o que a militância da oposição e situação questionaram foram os motivos que levaram Volnei a convidá-lo. Seriam apenas interesses políticos para o pleito que se aproxima ou será que entre os militantes dos partidos que apoiaram o prefeito eleito não existe quem fosse capaz de assumir a pasta? A única certeza até agora é de que Dedé, que começou sua trajetória como um político promissor, tem dado todas as demonstrações possíveis de que lealdade definitivamente não faz parte dos seus princípios.

1 Comentário

  1. Política em Itajaí está cada dia péssima!Um candidato vereador prefere largar sua cadeira em prol do povo,assumir como secretário?francamente,que ideial lutava mesmo?Ah!os projetos para a cidade?lamentável!

DEIXE UMA RESPOSTA