Vereadores querem explicação da Famai sobre supostas irregularidades

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Itajaí – Os vereadores Robison Coelho (PSDB) e Níkolas Reis (PDT) protocolarem na última semana requerimento em que questionam o prefeito e o superintendente da Fundação do Meio Ambiente (Famai) a respeito do suposto vínculo de servidores comissionados da pasta com a empresa de consultoria ambiental responsável pela solicitação de licenças de grandes empreendimentos imobiliários no município. Os parlamentares estão preocupados com a possível falta de isenção para aprovação de projetos que geram grande impacto ambiental. Ao invés de responder os questionamentos e apresentar documentos que provem o contrário, o superintendente da pasta, Victor Silvestre, se apressou em percorrer a imprensa para desmerecer o trabalho de fiscalização dos parlamentares.

No requerimento os vereadores solicitam a documentação do histórico profissional do superintendente da Famai e das pessoas que ocupam os demais cargos comissionados. Questionam ainda o vínculo familiar do superintendente com os proprietários da empresa Proteger Consultoria Ambiental, responsável por solicitações de licenças de empreendimentos imobiliários de grande porte no município. “Que tipo de isenção nas avaliações teremos se pessoas que já foram ligadas à empresa solicitante das licenças são as mesmas que fornecem essas liberações?”, questiona Níkolas Reis.

A informação que chegou ao gabinete de ambos os parlamentares é de que a Proteger Consultoria Ambiental, na qual parte dos comissionados atuava antes de assumir os cargos na Famai, é a empresa que realizou os estudos iniciais para solicitar as licenças ambientais para o empreendimento Porscher Design. “Se essa informação for confirmada, fica inviável a permanência dessas pessoas à frente da Famai. A gestão ambiental da nossa cidade precisa ser feita com isenção e não servir como possível moeda de troca”, diz Robison Coelho.

O documento requer ainda a cópia de todos os pedidos de licenças para o empreendimento e deve ser apreciado no Plenário da Câmara nas próximas semanas. Todas as respostas serão encaminhadas ao Ministério Público, que já estaria investigando as denúncias relacionadas à Famai.

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