Justiça confirma: Thiago Morastoni falsificou assinatura e selo de cartório

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Itajaí – Para se livrar de uma dívida de R$ 70 mil por conta da compra de um barco, o vereador Thiago Morastoni (PMDB) falsificou uma assinatura e um selo de cartório em um documento apresentado como prova em um processo judicial. A informação foi confirmada por um laudo de um perito forense. Além de ser fundamental para o reconhecimento da dívida, a decisão da justiça de que Thiago Morastoni é um falsificador revelou o caráter do político que sonha em representar Itajaí como deputado.

Foi no início de 2013, no ano em que Thiago entrou para a política ao vencer as eleições para vereador, que acabou processado por ter dado um calote em um empresário alemão. Thiago prestava serviço como advogado – foi procurador para a locação de um imóvel em Blumenau – para o empresário europeu Joseph Peter Stephan Lutz, quando teria se interessado por um barco que o seu cliente havia posto à venda. Ele pagou uma parcela de entrada e deu um cheque no valor de R$ 70 mil para quitar a dívida.

De acordo com a advogada de Joseph, Susanne Klemz Adam, pouco tempo depois Thiago sustou o cheque e produziu um aditivo contratual, alegando que o valor restante da dívida teria sido pago através dos seus serviços. Sabendo que tudo não passava de uma farsa, pois não havia assinado o aditivo contratual, Joseph solicitou à justiça que periciasse o documento. O perito constatou então que Thiago Morastoni havia falsificado não apenas a assinatura de Joseph, como também o selo do cartório.

De acordo com o laudo pericial e a decisão da juíza, a assinatura que aparece no documento apresentado por Thiago à justiça foi feita em outro papel, mas inserida no falso aditivo contratual por meio eletrônico. O selo do cartório, que é o termo de reconhecimento de firma também foi digitalizado de outro documento. “Fiquei abismada quando vi que uma pessoa da família que é, um advogado conhecido, produziu uma falsificação tão absurda”, afirmou Dra. Susane Klemz Adam, advogada de Joseph.

Diz que foi vítima de golpe

À imprensa, através de uma nota, Thiago se diz vítima de um golpe. Afirma que só sustou o cheque porque seu cliente queria receber em dinheiro e, mesmo depois de ter recebido o valor em espécie, Joseph teria entrado com a execução judicial do cheque. No entanto, Thiago só não conseguiu explicar até agora como um documento apresentado por ele mesmo como prova num processo tinha assinatura e selo de cartório falsificados.

A constatação do perito e a decisão da justiça de que o documento foi falsificado é fundamental para o reconhecimento da dívida, que está sendo cobrada em outro processo.

A advogada que cobra o pagamento do calote do vereador já solicitou que o incidente seja enviado ao Ministério Público. O incidente já julgado sobre a falsificação do documento também será levado para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para que a entidade tome conhecimento do caso e tome as devidas providências. “Porque se trata de uma falta de ética gravíssima. Sinceramente esperamos que a consciência pese, que ele cumpra com as suas obrigações e que não utilize desse tipo de recurso em sua vida pública”, afirmou a advogada.

ProcessoÉ o presidente da ComissãoCheque

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