SOS Marieta

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São vários os assuntos que pontuam a política regional: duplicação da BR 470, bacia da evolução, pacto federativo, aeroporto de Navegantes, barragens… Mas tem um que nunca pode deixar de ser prioridade: a saúde.

Atos como greves e protestos fazem que a administração pública antes adormecida se atente as reivindicações, pois as paralisações dos trabalhos além de custar dinheiro causam transtornos e repercutem mal com a opinião pública. Já a saúde, se parar, resulta em mortes.

E por ser um problema contínuo, o poder público naturalmente finge esquecer que é necessário investir. Para diminuir o atendimento nos postos de saúde e pronto socorros, é preciso ter mais profissionais da estratégia da saúde da família nas ruas. Também é urgente que se incremente os atendimentos nos postos de saúde com mais profissionais e equipamentos, para evitar a superlotação nos hospitais. Sem contar a famigerada tabela do SUS, com valores defasados que desestimulam os profissionais e causam um rombo às unidades de saúde.

Essa ausência de visão ou súbito esquecimento dos problemas relacionados à saúde colaboram com a superlotação e falta de estrutura para manutenção do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, que há 61 anos abriu suas portas em Itajaí para cuidar de pessoas de toda região. O Hospital é administrado por “freiras” que não possuem o hábito de reclamar, mas que mantém o Hospital às “duras penas”, com o pequeno aporte governamental e a sensibilidade das pessoas através de campanhas de arrecadação.

Há alguns meses, a imprensa divulgou que o hospital fecharia a clínica “Padre Pio”, que é uma ala de alta complexidade e atende casos gravíssimos. Acredita-se que, por conta do seu fechamento, ocorreria pelo menos uma morte por dia. Diante do alarde, o prefeito de Itajaí autorizou uma ajuda de custo de R$ 400 mil por três meses, que terminarão em setembro e, depois disso, retorna-se à incerteza.

Sabe-se que a maioria dos pacientes do Hospital é itajaiense. Mas, entre eles, estão moradores de outras 10 cidades que perfazem 40% dos atendimentos e recebem tratamento igualitário. Assim, o fechamento da clínica Padre Pio não é um problema apenas dos itajaienses, mas de toda a região.

É importante que Itajaí reconheça a gravidade da situação e assuma o controle do problema. Mas é crucial que as lideranças dos municípios da região se reúnam para dividir a despesa e traçar novas metas. A gravidade financeira do Hospital Marieta é real, a saúde tem pressa e a morte é irremediável.

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