A sustentabilidade econômica na gestão da Saúde

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A alocação de recursos é um dos fatores envolvidos na sustentabilidade econômica das instituições públicas ou privadas de saúde. Essa alocação é um processo na qual recursos disponíveis são distribuídos para programas, aquisição de diversos insumos e outras atividades necessárias para a oferta de serviços de saúde, bem como na sua manutenção.

Nesse sentido, a alocação de recursos resulta num processo decisório carregado de planejamento, definindo sobre e para onde será disponibilizado o recurso financeiro a disposição da gestão da organização.

Diante desse contexto decisório, é importante levar em conta que a liberação de recursos financeiros para ser formalizada deve ser observado o que ocorreu com os gastos e de que forma esses gastos foram efetuados anteriormente (análise do histórico da gestão dos recursos disponibilizados anteriormente).

Esse método representa uma decisão, ou seja, a de manter ou não o padrão de gestão dos recursos e adaptá-lo as necessidades futuras da organização, sem perder o foco no planejamento e na eficiência na aplicação dos recursos.

Importante ressaltar, que toda alocação de recursos tem um impacto direto sobre a eficiência e o custo dos serviços de saúde. Alocar recursos abaixo do necessário a um conjunto de atividades/serviços significa dizer que eles não estarão disponíveis para todas as atividades, o que poderá resultar em falta de materiais, falhas no apoio logístico, problemas na prestação de serviços etc.

No dia a dia assistimos gestores definirem suas prioridades, todavia, numa análise mais detalhada referente a alocação desses recursos, pode revelar outras prioridades e não essas definidas pelos gestores.

A adoção de critérios específicos de alocação de recursos permite uma série de análises mais consistentes e próximas da realidade, auxiliando de forma considerável os tomadores de decisão no âmbito da gestão dos serviços de saúde. Pensar a alocação de forma criteriosa se constitui numa potente ferramenta para a gestão eficiente dos serviços de saúde, auxiliando no processo de definição de verdadeiras prioridades e na identificação dos desequilíbrios de ordem financeira entre serviços ou dentro do próprio serviço.

* Cientista Político, servidor público municipal e palestrante em gestão pública.

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