Itajaí – “Um verdadeiro assalto, isso é o que eu penso e afirmo” disse, José Carlos dos Santos, morador de Navegantes que estava na Marejada no sábado a noite, 14, com Linda, sua namorada e duas filhas.

A reportagem do Sem Censura motivada pela indignação do navegantino José Carlos foi conferir com outras pessoas que estavam na festa itajaiense. Algumas não se contiveram em apenas criticar, mas faziam questão de mostrar a má qualidade da comida e os preços exorbitantes que eram cobrados dos visitantes.

Valdir Pedro Miranda, morador do bairro de Cordeiros, enfezado, vai mais longe e afirma; “É uma vergonha isso aqui! É caso de polícia! Essa festa é uma farsa, não tem nada de popular e é uma arapuca para tirar o dinheiro do sofrido povo que entra no parque. Onde já se viu um churros custar R$15? Um saco de pipoca R$8?.”

De fato, os preços cobrados pelos organizadores da festa ultrapassaram o razoável e entraram na lógica do absurdo. O churros, por exemplo, enquanto era cobrado na Marejada R$ 15, na Fenarreco, em Brusque, saia apenas por 6 reais. Preço aparentemente justo e não se viu ninguém reclamar dos preços cobrados pela comida servida nas outras festas da região.

Em sua defesa, os organizadores do evento insistem em informar que a Marejada não cobra ingresso enquanto as outras festas cobram. De fato, a Fenarreco cobrou R$ 20 e a Oktoberfest cobrou R$ 40, mas em momento algum, quando questionados, a Prefeitura de Itajaí explica os motivos que levaram a taxar os preços dos alimentos na Marejada bem acima dos preços de mercado. Para Pedro Paulo Laus, de Tijucas, trata-se de “roubo mesmo, não tem outra explicação. Eu e minha família nunca mais entramos aqui”. Jurou o visitante tijucano.

Com ou sem explicação, os organizadores da festa precisam ser responsabilizados pela “facada” no bolso dos itajaienses, pois era evidente que a “festa” não cobrou ingresso porque nada tinha a oferecer ao público que justificasse a cobrança para entrar no parque, pois simplesmente não havia atração nenhuma que prendesse o visitante por mais de meia hora no interior do parque, a não ser as enormes e demoradas filas para se comprar comida ou bebida.

Um prato de bacalhau cobrado por R$ 165 na Tasca Portuguesa é superior ao preço cobrado nos melhores restaurantes da região. Um pastel custava R$ 20 na Marejada, mas o itajaiense já se acostumou a comer rodízio de pastéis por apenas R$ 25. Enquanto um prato de poucos camarões miúdos e muita batata frita saia por R$ 30 na Marejada, na Fenarreco a pessoa podia comer à vontade, no Buffet livre por R$ 42, servindo-se de queijos, pães, marreco, frango, carne de porco, carne de onça, joelho de porco, risotos, arroz e macarrão, maionese, saladas, etc.

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