Itajaí – Uma grande unidade de armazenamento de combustível, com mais de 180 mil metros cúbicos de gasolina e diesel, pode ser implantada no bairro São João. Mesmo com o voto contrário de representantes das associações de moradores dos bairros São João, Cabeçudas e Unibrava, a consulta prévia foi autorizada pelo Conselho de Gestão e Desenvolvimento de Itajaí. Por conta do perigo e dos riscos, moradores do bairro tentarão impedir a instalação do terminal a todo custo.

A proposta, que ainda deve tramitar na Secretaria de Urbanismo de Itajaí, na Fundação do Meio Ambiente (Famai) e passar por consulta pública, prevê a implantação de uma base de combustíveis com seis grandes tanques que deverão ser instalados na Rua Blumenau, próximo ao terminal privado da Braskarne. Para o presidente da associação dos moradores do bairro São João, Josemar Siemann, nada justifica autorizar a instalação de algo tão perigoso no meio de um bairro populoso, praticamente no centro da cidade. Para ele, isso é um retrocesso, que coloca em risco a vida dos itajaienses. “Esse é o tipo de atividade que precisa ficar longe dos moradores, em áreas descampadas”, afirma.

Além dos tonéis, o terminal prevê ainda uma área de fracionamento e distribuição do combustível em caminhões tanques, tipo bi-trens, o que deve impactar ainda mais o trânsito em torno do Porto de Itajaí. Essa segunda área do terminal ficaria próximo à rua Max.

Superintendente do Porto desconhecia

Na última semana o superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Salles, enviou um ofício ao prefeito se dizendo surpreso com a notícia da possível instalação do terminal próximo ao Porto. No texto, Salles ressalta que parte do terreno pretendido está vinculada ao Porto e demonstra “preocupação” pelo fato de as tratativas da área portuárias estarem sendo feitas sem o conhecimento da autoridade portuária municipal. Salles também frisa que a implantação do terminal de combustível vai impactar o porto e sua expansão. Vale ressaltar que o terreno pretendido para abrigar os tanques de combustíveis é da Vale Port que, coincidentemente, é de propriedade da família de um secretário municipal.

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