PERIGO – Situação das rodovias da região colocam em risco os moradores e motoristas

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Itajaí – Atrasada há mais de um ano, a obra na chamada “estrada de Brusque”, a rodovia Antônio Heil, gera transtorno e riscos aos motoristas que trafegam pelo trecho na região de Itajaí. Para quem mora na região rural de Itajaí por onde passa a SC- 486 os perigos são constantes. A comerciante do bairro Itaipava, Roberta Werner, diz que além da completa falta de segurança, a comunidade que mora às margens da rodovia sofre com cortes constantes de luz, telefone e internet. “Na última semana ficamos dois dias sem internet, sem sistema, sem poder emitir nota fiscal. Isso aqui é um polo industrial, o prejuízo foi imenso”, afirma. Segundo ela a suspensão dos serviços não foi avisada com antecedência.

“Tudo ali está um caos, a obra não é sinalizada, o que aumenta os riscos para todos, principalmente para quem mora aqui. Tem dias que levamos quase duas horas para rodar um quilômetro”, diz a comerciante, que considera a obra mal planejada. “Segurança ali simplesmente não existe”, completa.

A duplicação da Antônio Heil é uma reivindicação antiga dos moradores e empresários. Incluída no programa Pacto por Santa Catarina em 2013, a obra recebeu financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A ordem de serviço foi assinada no ano seguinte, com prazo para ser finalizada no início deste ano, porém os trabalhos só começaram efetivamente em junho de 2015.Com quase um ano de atraso, a promessa agora é que os trabalhos sejam finalizados apenas no final de 2018. Uns dos fatores que contribuiu para o atraso foram às desapropriações, ainda não finalizadas.

A obra prevê a duplicação de 24 quilômetros da SC-486, entre os municípios de Itajaí e Brusque. O trecho mais longo, com 20 quilômetros de extensão, é bancado pelo governo do Estado e está longe de ser finalizado. Seu orçamento é de R$146 milhões. Em Itajaí, além da duplicação, serão construídos dois grandes viadutos, um em frente a Epagri e outro no acesso para o terminal da Petrobras, ambos no bairro Itaipava.

Já a duplicação dos outros 3,2 quilômetros foi bancada com recursos do ICMS da empresa Fischer S.A., ao custo de R$35 milhões e já foi finalizado.

Planos futuros

Entretanto, a equipe técnica da Autopista apresentou uma série de projetos para criação de vias marginais, pontes e viadutos, organizando as entradas e saídas da BR-101 em Itajaí, melhorando a capacidade de tráfego e gerando maior fluidez para o trecho, separando o trânsito urbano da rodovia e resolvendo uma série de problemas atuais.

Porém, a concessionária aguarda autorização da ANTT para um aditivo contratual para contemplar os projetos acima citados. Mas conforme Castro, a morosidade dos trâmites nas esferas federais gera incertezas sobre a continuidade das ações previstas. “Investimos R$ 20 milhões nestes projetos executivos e não temos nenhuma certeza se vamos executá-los. O Tribunal de Contas da União não permite que a ANTT faça qualquer autorização de investimento extracontratual sem ser consultado. E depois da Lava Jato, todos os trâmites praticamente pararam”, explicou.

Diante das colocações, o presidente da ACII Eclésio da Silva, questionou como as entidades e os empresários poderiam auxiliar no andamento dos projetos. A resposta obtida foi que seria necessário buscar o auxílio dos parlamentares, para que empreendam forças em Brasília e assim, consigam a aprovação dos investimentos da Autopista na região pela ANTT. Ele então assumiu que não medirá esforços para auxiliar no andamento dos projetos, em razão da importância dos mesmos para o desenvolvimento de toda a região. “Era fundamental termos esse conhecimento da realidade da Autopista na região. De posse das informações, é o momento de nos envolvermos e tanto eu, quanto o dr. Mário vamos no empenhar em Brasília para que essas obras aconteçam”, afirmou Eclésio.

 

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