Prefeito nomeia secretário que já foi preso e responde processo por fraude

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Itajaí – O prefeito Volnei Morastoni trouxe mais um estrangeiro digno do seu governo: um homem que responde a dois processos por fraudar o sistema tributário e por fraudes em licitação e chegou a ser preso em uma operação policial que combateu a corrupção dois anos atrás. O dono desse currículo tenebroso é Sandro Ricardo Fernandes, auditor fiscal do Tribunal de Contas do Estado, que agora comanda a secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão da prefeitura de Itajaí. Ou seja, que é responsável por todas as licitações do município. O prefeito, que prometia ser implacável contra a corrupção, defendeu o novo secretário através de sua assessoria, visto que nenhum dos processos de Fernandes foi transitado em julgado.

O nome do novo secretário espantou até mesmo defensores do governo. Afinal, nem mesmo os puxa sacos mais dedicados engolem ter de defender um estrangeiro quem já foi preso duas vezes por fraude no primeiro escalão da prefeitura.

O primeiro processo de Fernandes foi em 2004, quando ele foi detido em Florianópolis por fraude em licitação para serviços técnicos na gestão do sistema de iluminação pública. Neste processo a punibilidade foi extinta porque a ação prescreveu. O que não significa que ele seja inocente, mas sim, que a justiça foi lenta.

A segunda vez que o novo secretário de governo de Morastoni foi detido foi durante a Operação Trojan, há dois anos. Na ocasião Fernandes foi acusado de fraudar o Sistema Tributário municipal para favorecer a família Berger, correligionária do prefeito no PMDB. Este processo segue tramitando na justiça.

Através da assessoria a prefeitura afirmou à imprensa que não há restrições para a nomeação porque Fernandes ainda não foi condenado. “Trata-se de um profissional qualificado, que exerceu funções públicas no Estado, na União e em municípios e não apresenta nenhuma condenação judicial ou restrição por qualquer ato realizado no exercício de suas funções”, disse a nota.

Outro fato, no mínimo, intrigante, é que o novo secretário do governo Morastoni veio a Itajaí para ganhar menos da metade do que recebia como auditor fiscal, emprego do qual se licenciou. De acordo com informações do portal da transparência, Fernandes largou um salário de R$ 23 mil em Florianópolis, para receber pouco mais R$ 10 mil para comandar as licitações da prefeitura de Itajaí.

Opositores dizem que a mais recente nomeação atende o jeito Morastoni de fazer política. Em menos de um ano de governo Volnei já coleciona três secretários estrangeiros denunciados por atos de corrupção: além do novato, o secretário de Saúde, Celso Dellagiutina, flagrado utilizando carro e motorista da prefeitura para ir e vir de casa ao trabalho, e o superintendente da Famai, Victor Silvestre, acusado pelo Ministério Público de fazer parte de um esquema para favorecer a implantação de um empreendimento de luxo em área de proteção ambiental.

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