Faça a avaliação do primeiro ano do governo Morastoni

0
131

Neste mês completa exatamente 12 meses que Volnei Morastoni (PMDB) e Marcelo Sodré (PDT) tomaram posse e iniciaram o mandato da “mudança que Itajaí precisa”. Passado o primeiro ano do mandato o Jornal Sem Censura questiona: será mesmo que Itajaí mudou da forma como precisava? Acompanhe o levantamento que fizemos de grandes mudanças que ocorreram neste governo e avalie se foi para melhor ou para pior.

No início do mandato o que chamou a atenção foram os casos de corrupção. Em fevereiro o Ministério Público abriu um inquérito para investigar a denúncia de mais de 20 casos de nepotismo dentro da administração municipal. Depois que os casos foram noticiados, a maioria foi exonerada.

Logo na sequência o Ministério Público, desta vez a promotoria do Meio Ambiente, recomendou o afastamento imediato do Superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Famai), por suposta participação em um esquema de corrupção para liberação da construção do condomínio da Porsche em meio à Mata Atlântica, na Praia Brava, algo que já havia sido negado pelos servidores efetivos. O prefeito não cumpriu a recomendação do Ministério Público e o caso segue na justiça.

Outro escândalo, que resultou em uma ação de improbidade administrativa, foi o uso de um carro oficial para buscar e levar o secretário de saúde na casa dele, em Itapema, todos os dias. Na época as imagens da mordomia ganharam repercussão nacional. Além de bancar o carro e a gasolina, o próprio secretário autorizava o pagamento de diárias ao motorista para que ele realizasse este trabalho extra.

A par do caso, o Ministério Público ingressou com uma ação por improbidade administrativa contra o secretário e requereu a perda dos direitos políticos e da função pública. Apesar de todo o escândalo, o secretário segue no governo, enquanto o processo tramita no judiciário.

E, ao que tudo indica, o prefeito parece ter estima por pessoas que respondem a processos por corrupção e/ou improbidade. Tanto que recentemente nomeou para chefiar a pasta de Planejamento Orçamento e Gestão um secretário que já foi preso duas vezes, acusado de fraudar licitações públicas. Apesar de ser algo escandaloso, o governo manteve o cidadão no cargo.

O ano também foi marcado por uma mudança repentina da prestadora de serviço do transporte público. O governo negou o subsídio para que a Coletivo Itajaí continuasse operando até que a nova licitação fosse lançada e rompeu o contrato abruptamente. No dia seguinte uma empresa do Paraná já estava prestando o serviço em um contrato emergencial, ou seja, sem licitação. Ironicamente, meses mais tarde, a prefeitura iniciou o repasse de subsídio mensal a empresa paranaense.

Mudanças que não precisavam

Em um ano o que mais mudou em Itajaí foram as políticas sociais. Pela primeira vez em quase duas décadas a prefeitura não distribuiu uniforme escolar para as crianças. E prejudicou, principalmente, as famílias mais carentes de Itajaí. Nas redes sociais a revolta foi grande na época. “Está fazendo muita falta pra mim, este é o primeiro ano no municipal do meu filho. Quase não tem roupas e tenho que usar as de casa nele, lembrando que roupa de criança está mais caro que roupa de adulto”, escreveu Paulline Gonçalves. Na mesma publicação, outra internauta postou: “Por que o Volnei voltou para acabar com o que resta em Itajaí? Onde estão nossos direitos que pagamos nossos impostos para nossos direitos serem reduzidos”. E Thamy Vicente David Alan também “Ainda dizem que podem usar o do ano passado. Como se criança não crescesse de um ano pro outro!”. A comoção foi tanta que o governo reconheceu o erro e licitou o uniforme para o próximo ano.

Outra péssima decisão da dupla Morastoni e Sodré foi cortar as bolsas de estudo aos universitários carentes. Mesmo representantes do governo tendo prometido a abertura do edital do auxílio aos universitários, o prefeito recuou e cortou o pagamento das bolsas. O auxílio só foi fornecido no segundo semestre e, ainda assim, num valor muito inferior ao que vinha sendo investido até então.

No último ano da gestão passada, o governo havia pago mais de R$ 2,1 milhões para pagamento de bolsas de estudos. Já neste ano, com a gestão sob o comando de Morastoni, o governo destinou apenas 609 mil para bolsas, ou seja, menos de um terço do valor investido no ano anterior.

Não bastassem todas essas perdas na área da educação, agora o governo anunciou também que não vai mais abrigar crianças de 4 e 5 anos em tempo integral nos Centros de Educação Infantil de Itajaí (CEIs). A decisão, tomada no final do ano letivo novamente vai prejudicar, principalmente, os itajaienses que mais precisam.

Além dos cortes, o governo ainda ludibriou a comunidade, afirmando em suas redes sociais e entrevistas à imprensa que as famílias que realmente precisam do turno integral seriam atendidas. Segundo o governo, apenas 60 famílias de Itajaí teriam essa necessidade. Não à toa, a decisão também causou grande revolta e muitas pessoas têm procurado à justiça na tentativa de conseguir turno integral de educação infantil para suas crianças. Até mesmo vereadores da base aliada ao governo criticaram a mudança.

DEIXE UMA RESPOSTA